napalm
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Ama-me
Ama-me como que por encanto,
ria meu riso e chore meu pranto,
ama-me com simplicidade de alma,
verdadeira e vorazmente,
ame-me simplesmente...
Ama-me como um bicho,
sem pudor e sem leis,
ama-me num esconderijo,
e sem dó nem piedade,
crava em mim tuas garras,
de amor e de vontade,
Ama-me vertiginosamente,
à beira de abismos,
e alturas celestes,
conforta minha alma,
que há séculos espera,
perdida em guerra,
de sentimentos e dores,
saudades e angústias,
salva-me de mim mesma,
mas ama-me...
ama-me como há muito tenho esperado,
ama-me com a paixão dos desencarnados,
ama-me com a piedade dos bons,
e o desespero dos rejeitados,
ama-me no céu, como no inferno,
sem tempo, nem idade,
ama-me com vitalidade...
Ama-me nesta vida,
e em todas que puderes,
ama-me irrestrita e desesperadamente,
como se fosse a última,
ou a única...
Ama-me porque sinto saudades,
porque só sei amar com vontades,
porque tua existência é necessária,
porque teu amor tem verdades,
porque apenas com você,
me sentirei plena, verdadeira,
amada, completa e acalentada,
ama-me porque a noite é chegada,
e se demorares muito,
poderei não estar mais nessa estrada...
Ama-me como que por encanto,
ria meu riso e chore meu pranto,
ama-me com simplicidade de alma,
verdadeira e vorazmente,
ame-me simplesmente...
Ama-me como um bicho,
sem pudor e sem leis,
ama-me num esconderijo,
e sem dó nem piedade,
crava em mim tuas garras,
de amor e de vontade,
Ama-me vertiginosamente,
à beira de abismos,
e alturas celestes,
conforta minha alma,
que há séculos espera,
perdida em guerra,
de sentimentos e dores,
saudades e angústias,
salva-me de mim mesma,
mas ama-me...
ama-me como há muito tenho esperado,
ama-me com a paixão dos desencarnados,
ama-me com a piedade dos bons,
e o desespero dos rejeitados,
ama-me no céu, como no inferno,
sem tempo, nem idade,
ama-me com vitalidade...
Ama-me nesta vida,
e em todas que puderes,
ama-me irrestrita e desesperadamente,
como se fosse a última,
ou a única...
Ama-me porque sinto saudades,
porque só sei amar com vontades,
porque tua existência é necessária,
porque teu amor tem verdades,
porque apenas com você,
me sentirei plena, verdadeira,
amada, completa e acalentada,
ama-me porque a noite é chegada,
e se demorares muito,
poderei não estar mais nessa estrada...
De tão habituado ao troar da insossa canção, faço coro aos acordes ininteligíveis. Sei que muitas das vozes que se levantam nesta melodia, pertencem aos desafortunados que conviveram com o ser que já fui. Seus rostos estão gravados em minha consciência e por mais que os deseje esquecer, eles sempre se mostram como um pesadelo sem fim.
Alucinações ferem minha mente e transportam-me para o mundo do tempo esquecido. Sou novamente o ser que partilha a augusta companhia dos anjos. Meu reflexo alimenta os ensejos mais secretos. Meu eu liberta os sonhos mais desejados. Sou o anjo da sedução, o anjo da paixão, o anjo... caído...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
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